Praça XV
Rua da CariocaPassando pelo centro do Rio pensei em fazer um exercício mental, rápido, mas gratificante. Classificar as construções basicamente em coloniais, contemporâneas e do período de transição, que eu gosto de chamar de moderno, mesmo que alguns achem que os dois, moderno e contemporâneo, sejam um período quase misto(em arquitetura).
Não tinha reparado o quanto é fácil identificar as edificações do período colonial, sempre cheias de detalhes e cores, agora já apagadas, ricas em história. Parecem ter alma. Tentando sobreviver dentre tantos prédios e agressões vândalas. Todas as aulas de artes da escola, das oficinas de arte que eu já fiz, quando eu matava as minhas aulas na UERJ pra assistir as aulas da turma da Thainá de história da arte, voltaram rapidamente quando eu olhei para as todos aqueles pequenos desenhos esculpidos na massa, rostos, brasões, grafia ainda diferente... Achei muito divertido, mesmo com algumas pessoas passando e me chamando de louco por parar no meio da correria do horário de almoço pra ficar olhando para cima.
Logo vi que algumas construções não tinham tantos detalhes, as janelas já estavam virando quadrados, todos iguais, poucos detalhes, poucas cores, essas eu classifiquei de modernas, não estão no grupo de "paredes de vidro" ao mesmo tempo que não estão no grupo de "janelas de madeira". São obras bonitas e interessantes, mas que se apagam completamente perto das outras, parecem mesmo feitos de um momento de mudanças.
Não tinha reparado o quanto é fácil identificar as edificações do período colonial, sempre cheias de detalhes e cores, agora já apagadas, ricas em história. Parecem ter alma. Tentando sobreviver dentre tantos prédios e agressões vândalas. Todas as aulas de artes da escola, das oficinas de arte que eu já fiz, quando eu matava as minhas aulas na UERJ pra assistir as aulas da turma da Thainá de história da arte, voltaram rapidamente quando eu olhei para as todos aqueles pequenos desenhos esculpidos na massa, rostos, brasões, grafia ainda diferente... Achei muito divertido, mesmo com algumas pessoas passando e me chamando de louco por parar no meio da correria do horário de almoço pra ficar olhando para cima.
Logo vi que algumas construções não tinham tantos detalhes, as janelas já estavam virando quadrados, todos iguais, poucos detalhes, poucas cores, essas eu classifiquei de modernas, não estão no grupo de "paredes de vidro" ao mesmo tempo que não estão no grupo de "janelas de madeira". São obras bonitas e interessantes, mas que se apagam completamente perto das outras, parecem mesmo feitos de um momento de mudanças.
As construções mais recentes, que chamo de contemporâneas, têm um pouco de detalhe e não têm. A estética mudou. Os grandes prédios com suas grandes janelas chamam atenção, é uma beleza diferente, com materiais mais leves, mais funcionais. Não sei qual é a fixação dos arquitetos em colocar os detalhes em dourado, as vezes não fica bem com o resto da obra, mas parece que tem que ser dourado. As cores aos poucos estão voltando, mas ainda retraídas, tem muito verde escuro, azul escuro, difícil achar cores mais vivas como nas construções de 1800.
Não fiquei muito tempo andando, sou sedentário e estava um céu meio nebuloso, mas valeu muito a pena. Curti a viagem.
Não fiquei muito tempo andando, sou sedentário e estava um céu meio nebuloso, mas valeu muito a pena. Curti a viagem.